Como primeira postagem do Voz Activa!, falo sobre o derby, sempre presente em nossas vidas, sempre regado a sangue. Infelizmente, o sangue derramado não se refere à raça que os jogadores dão na partida histórica, a qual não há desde as embaixadinhas do Edlson na final do paulista de 99. O sangue derramado sempre é fora do Pacaembu, nas ruas, onde as organizadas (desocupados) se reúnem para promover o caos.
A mídia parou um pouco de falar sobre as brigas entre as torcidas, talvez tenha cansado. Para não cair no óbvio e tedioso texto analítico sobre as organizadas (desocupados) ou sobre a imprensa esportiva (futebolística) brasileira em minha primeira postagem, eu paro! Talvez essa seja a maior vantagem do blog, a liberdade de não ter um editor mal amado e poder escrever quando quiser e o que quiser.
Voltando ao Derby, para quem não sabe ainda é o nome dado ao clássico Corinthians e Palmeiras - realizado neste domingo, 01/08, às 16h - receio que o jogo seja uma incógnita. Não conheço muito bem o trabalho de Adílson Batista como treinador (obrigado imprensa paulista), só lembro como jogador, o que não me deixa muito esperançoso. Porém, a equipe alviverde ainda não embalou, não convenceu, não vimos o Palmeiras "100%", como diriam os boleiros da mídia.
Portanto, esse Derby deve ser um dos mais chatos da história. Não temos um favorito, nunca houve um favorito nos Derbys, mas alguém sempre estava em melhor fase e eu não considero o Corinthians em melhor fase, como todos fazem. Não temos astros, Valdívia, Ronaldo e Roberto Carlos, não jogarão. Não temos sequer um clima de Derby, onde um dirigente provoca o outro ou um jogador tenta sair da fala óbvia de "ganhar os três pontos" e se complica com a torcida rival.
O que nós temos é um time que não embalou e que vive uma eterna crise contra um time que lidera o campeonato jogando ao melhor estilo Dunga, mas que mudou de treinador. O que podemos esperar de Adílson Batista? O que podemos esperar na nova família Scolari? Ainda não vimos ambos em ação, tornando o jogo, como já havia dito algumas linhas acima, uma incógnita.
Se não amasse tanto o meu time, como todos os corintianos e todos os palmeirenses, eu não assistiria a esse jogo. É óbvio que os Deuses do futebol podem aprontar e fazer o confronto ser uma guerra dentro de campo, acabando em 8 X 7 - para o Corinthians é lógico - mas acho improvável. Resta esperar e torcer para que o clássico jogo não tenha o clássico placar de 0 X 0.
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